Manchas na pele: quando preocupar-se | Instituto Médico e Dentário Dra. Sara Martins
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Manchas na pele: quando preocupar-se e o que pode ser tratado

Médico dermatologista a examinar pele do paciente com dermatoscópio no Instituto Médico e Dentário Dra. Sara Martins

Uma mancha que aparece, escurece ou muda de forma pode ser cosmética — ou pode ser um sinal de alerta que merece dermoscopia. Saber distinguir é a primeira protecção.

Tipos comuns de manchas e o que significam

  • Lentigos solares: manchas castanhas em zonas expostas ao sol — habitualmente benignas, mas marcam dano cutâneo cumulativo
  • Melasma: manchas simétricas na face, frequentemente associadas a hormonas ou exposição solar
  • Sinais (nevos): lesões pigmentadas que devem ser monitorizadas se mudarem
  • Queratoses seborreicas: lesões espessadas, “coladas” à pele, benignas mas frequentemente confundidas com sinais
  • Hiperpigmentação pós-inflamatória: marcas escuras que ficam após acne, dermatites ou ferimentos

Quando uma mancha exige avaliação imediata: a regra ABCDE

Existe um critério clínico simples para identificar lesões suspeitas:

  • Assimetria — uma metade não corresponde à outra
  • Bordos irregulares ou mal definidos
  • Cor heterogénea ou com várias tonalidades
  • Diâmetro superior a 6 mm
  • Evolução: mudança de tamanho, cor, forma ou comportamento (sangramento, prurido)

Qualquer lesão com um ou mais destes critérios deve ser avaliada por dermatologista — idealmente com dermoscopia.

Como é avaliada uma mancha em consulta

A consulta começa com história clínica (há quanto tempo? mudou? história familiar de melanoma?) e exame visual completo da pele. A dermoscopia — observação ampliada com luz polarizada — permite distinguir padrões que o olho nu não vê. Se a lesão for suspeita, faz-se biópsia para análise histológica. Em pacientes com muitos sinais, recomendamos vigilância anual ou semestral com mapeamento fotográfico.

Opções de tratamento estético e médico

Para manchas benignas com motivação estética: cremes despigmentantes (hidroquinona, ácido tranexâmico, retinóides), peelings químicos, laser de pigmento e luz pulsada. Resultados dependem do tipo de mancha, fototipo e protecção solar consistente — sem SPF 50+ diário, qualquer tratamento volta a falhar.

Quando procurar acompanhamento médico

Qualquer mancha nova após os 30 anos, ou qualquer alteração numa mancha existente, merece avaliação dermatológica. Não vale a pena esperar — uma consulta com dermoscopia leva 20 minutos e poupa anos de incerteza. Marque a sua consulta de dermatologia em Paços de Ferreira.

Dr. José Miguel Alvarenga
Sobre o especialista
Dr. José Miguel Alvarenga
Dermatologia · OM 72590
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