Queda de cabelo: causas e avaliação | Instituto Médico e Dentário Dra. Sara Martins
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Queda de cabelo: causas dermatológicas e quando avaliar

Escova com cabelo solto numa mesa de carvalho com chá — queda de cabelo, avaliação dermatológica

Perder cabelo no chuveiro ou na escova nem sempre é “normal”. A causa pode ser hereditária, hormonal, nutricional ou inflamatória — e a abordagem certa começa por identificar qual.

Queda fisiológica vs queda patológica

Perdemos entre 50 a 100 cabelos por dia — isso é renovação normal. Considera-se queda patológica quando: a perda diária ultrapassa visivelmente este valor durante várias semanas; surgem zonas de menor densidade; o cabelo afina ao ponto de ver-se o couro cabeludo; ou aparecem áreas sem pelo bem delimitadas.

Tipos de alopécia mais frequentes

  • Alopécia androgenética (calvície comum): hereditária, padrão característico em homens (entradas e tonsura) e mulheres (rarefacção difusa do topo)
  • Eflúvio telógeno: queda difusa 2-3 meses após factor desencadeante (stress, parto, doença, dieta agressiva, COVID-19) — geralmente reversível
  • Alopécia areata: doença auto-imune que provoca placas circulares sem cabelo, frequentemente súbitas
  • Alopécia cicatricial: inflamação destrói o folículo permanentemente — exige diagnóstico e tratamento precoces
  • Causas nutricionais ou endócrinas: défice de ferro, alterações da tiróide, défice de vitamina D, distúrbios alimentares

Como é avaliada uma queda de cabelo em consulta

A consulta inclui história detalhada (há quanto tempo, padrão, antecedentes familiares, eventos recentes), exame do couro cabeludo com tricoscopia (dermoscopia aplicada ao cabelo), e frequentemente análises clínicas: hemograma, ferritina, função tiroideia, vitamina D, vitamina B12, perfil hormonal quando indicado. Em casos seleccionados pode haver biópsia do couro cabeludo.

Tratamentos disponíveis

O tratamento depende inteiramente do diagnóstico:

  • Tópicos: minoxidil 2-5% (com evidência sólida em alopécia androgenética e eflúvio telógeno)
  • Orais: finasterida em homens, espironolactona ou contraceptivos em mulheres com padrão androgenético
  • Suplementação dirigida: ferro, vitamina D, biotina — apenas se houver défice documentado
  • Tratamentos em consultório: mesoterapia capilar com factores de crescimento, laser de baixa potência
  • Imunossupressores tópicos ou orais: em alopécia areata extensa

Quando procurar acompanhamento médico

Se notar queda persistente há mais de 8 semanas, áreas sem cabelo, ou perda de densidade visível, procure consulta dermatológica. Quanto mais cedo se identifica a causa, melhores os resultados — em especial em alopécias cicatriciais, onde o tempo é o factor crítico. Marque a sua consulta de dermatologia em Paços de Ferreira.

Dr. José Miguel Alvarenga
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Dr. José Miguel Alvarenga
Dermatologia · OM 72590
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