913 166 782 Chamada ou WhatsApp

Marcar consulta →
Marcar

Implantes dentários: guia completo para recuperar o seu sorriso

Equipa do Instituto · · 9 min de leitura

Implantologia Instituto Médico e Dentário Dra. Sara Martins, Paços de Ferreira

Homem sénior com sorriso confiante na sala de espera da clínica, implantes dentários

Perder um dente não é apenas uma questão estética. Afeta a mastigação, a fala, a autoestima, e, com o tempo, pode comprometer os dentes vizinhos e o próprio osso maxilar. O implante dentário é hoje a solução que mais se aproxima de um dente natural, tanto em função como em aparência. Neste artigo explicamos o que é, como funciona, quando está indicado e o que pode esperar durante o processo.

O que é um implante dentário?

Um implante dentário é uma raiz artificial, normalmente em titânio, que é colocada cirurgicamente no osso maxilar ou mandibular. Após um período de integração (osteointegração), serve de suporte a uma coroa, uma ponte ou uma prótese. O resultado estético e funcional é, em regra, muito próximo de um dente natural.

O titânio é o material de eleição porque é biocompatível: o organismo não o rejeita e o osso cresce à volta do implante ao longo de semanas a meses. Este processo chama-se osteointegração e é o que garante a estabilidade a longo prazo.

Quando é que o implante é a melhor solução?

O implante está indicado sempre que existe perda de um ou mais dentes e há osso suficiente para o suportar. As situações mais comuns incluem:

  • Ausência de um único dente, sem querer desgastar os dentes adjacentes (como acontece com uma ponte fixa convencional)
  • Ausência de vários dentes, para suporte de prótese fixa ou removível
  • Desdentação total, com prótese fixa sobre 4 a 6 implantes (All-on-4 / All-on-6) ou com dentadura presa a implantes (sobredentadura)
  • Instabilidade de próteses removíveis que afetam a qualidade de vida

Em termos de preservação óssea, o implante tem uma vantagem clara sobre a prótese removível: ao transmitir forças mastigatórias ao osso, estimula-o e ajuda a preservar o osso que, sem dente, se vai perdendo com o tempo.

Como é o processo de colocação de um implante?

O processo divide-se em várias fases, que podem demorar entre 3 e 6 meses no total:

  1. Consulta de avaliação: exame clínico, radiografia panorâmica e/ou CBCT (tomografia), análise do volume ósseo e planeamento do tratamento
  2. Preparação (se necessária): regeneração óssea ou extração prévia, quando indicada
  3. Cirurgia de colocação: realizada em ambulatório, sob anestesia local, com duração habitualmente inferior a uma hora
  4. Período de osteointegração: em média 3 meses (3 a 6, conforme o osso e o caso), durante os quais o implante integra no osso
  5. Reabilitação definitiva: colocação da coroa, ponte ou prótese definitiva sobre o implante

O pós-operatório imediato é geralmente bem tolerado. Pode haver algum inchaço e desconforto nos primeiros 2 a 3 dias, controlados com analgésicos e gelo. A maioria dos doentes retoma as atividades normais no dia seguinte.

Quanto tempo dura um implante dentário?

Com higiene oral adequada e consultas de manutenção regulares, um implante dentário pode durar décadas. Nas revisões sistemáticas, a sobrevivência dos implantes é de cerca de 93 a 96% a 10 anos (Howe 2019): mais de 9 em cada 10 continuam em função. A coroa ou prótese sobre o implante pode precisar de substituição ao fim de 10 a 15 anos, por desgaste natural, mas o implante em si raramente precisa de ser removido.

Os principais fatores que influenciam a longevidade são: higiene oral diária, ausência de tabagismo, controlo de doenças sistémicas (especialmente diabetes) e visitas regulares ao médico dentista.

Existem contraindicações?

As contraindicações absolutas são raras, mas há situações que pedem avaliação cuidadosa. O tabaco, a diabetes e os medicamentos para os ossos estão explicados em «Riscos e manutenção»; além disso:

  • Volume ósseo insuficiente: pode ser colmatado com técnicas de regeneração óssea guiada
  • Doença periodontal ativa: deve ser tratada e estabilizada antes da colocação

Na nossa clínica, a Dra. Sara Martins realiza uma avaliação detalhada de cada caso antes de qualquer planeamento, articulando com Medicina Interna e outras especialidades quando necessário. Esta integração faz a diferença em casos mais complexos.

Mitos comuns sobre implantes dentários

  • «Os implantes doem muito», Falso. A cirurgia é feita sob anestesia local e o desconforto pós-operatório é comparável a uma extração simples.
  • «Só posso fazer implante se for jovem», Falso. Não existe limite de idade superior; o critério é o estado de saúde geral e o volume ósseo.
  • «O corpo pode rejeitar o implante», Raramente, e não da forma que se pensa. A falha do implante quase nunca é uma rejeição imunológica: deve-se sobretudo a infeção, sobrecarga ou tabaco.
  • «Implantes ativam alarmes nos aeroportos», Falso. A quantidade de metal é mínima e não detetável pelos sistemas de segurança.

Materiais do implante: titânio vs zircónia

O titânio é o material de referência para implantes dentários há mais de 50 anos. É biocompatível, leve, extremamente resistente e integra-se de forma previsível ao osso (osteointegração). A maioria dos implantes colocados em Portugal, incluindo no Instituto MDSM, são de titânio puro grau 4 ou liga titânio-zircónio.

A zircónia é a alternativa mais recente. Não contém metal, tem cor branca natural (ideal para zona estética com mucosa fina onde o titânio cinza pode ser visível) e mostra integração óssea favorável em estudos a 5-10 anos. Tipicamente 20-30% mais cara que o titânio e ainda com menos casuística de longo prazo (15+ anos).

Quando faz mais sentido cada um?

  • Titânio: zonas posteriores (molares com carga elevada), reabilitação total (All-on-4/6), pacientes sem requisitos estéticos especiais. Curva de evidência maior, ajustes protéticos mais flexíveis.
  • Zircónia: zona anterior estética em pacientes com mucosa fina ou translúcida, sensibilidade documentada a metais (rara), pacientes com forte preferência por solução sem metal.

Em consulta, mostramos os dois materiais em mão e explicamos qual faz sentido para o seu caso. Para a maioria dos pacientes (zona posterior, ausência de requisitos estéticos críticos), titânio continua a ser a recomendação.

Quando é necessário enxerto ósseo

Para colocar um implante é preciso volume de osso suficiente em altura e espessura. Se o dente foi perdido há muito tempo (osso atrofiou), se houve infeção crónica ou doença periodontal severa, o osso pode ter ficado abaixo do mínimo necessário.

Sinais que apontam para enxerto:

  • Dente em falta há mais de 12 meses sem reabilitação imediata
  • História de doença periodontal severa
  • Perda óssea visível em radiografia panorâmica

Quando a radiografia panorâmica não chega, o diagnóstico faz-se com tomografia 3D (CBCT): medimos o osso em cada zona onde se pode colocar um implante e decidimos.

Tipos de enxerto:

  • Enxerto local (à volta do implante), material sintético ou biológico para «encher» pequenos defeitos. Soluciona a maioria dos casos.
  • Elevação do seio maxilar, para implantes posteriores superiores quando o seio «desceu». Pode ser feita em simultâneo ou antes da colocação do implante.
  • Enxerto em bloco, para perdas verticais grandes. Mais raro.

O All-on-4 é frequentemente uma alternativa ao enxerto: ao inclinar os 2 implantes posteriores, aproveita-se melhor o osso existente e evita-se enxerto em muitos casos. → Pouco osso, implantes e All-on-4

Implantes unitários, All-on-4 ou pontes: quando faz sentido cada um

1 dente em falta → implante unitário. Não toca em dentes vizinhos. Solução mais duradoura para perda isolada.

2 a 4 dentes em falta seguidos:

  • Ponte sobre dentes naturais, se restam dentes saudáveis aos lados. Barata e rápida, mas desgasta os dentes-pilar.
  • 2 implantes + ponte sobre implantes, preserva os dentes vizinhos. Mais caro mas mais duradouro.

Arcada inteira sem dentes (ou quase): há duas soluções com implantes. A prótese fixa sobre 4 a 6 implantes (All-on-4 ou All-on-6), que na grande maioria dos casos permite uma prótese provisória fixa em 24 a 48 horas, com custo de 7.000 a 9.000 € por arcada. Ou a sobredentadura, uma dentadura que encaixa em 2 a 4 implantes e se tira para limpar, mais simples e mais barata. Escolhemos consigo, caso a caso.

Dentadura removível tradicional vs implantes: a dentadura é mais barata, mas pode descair ao mastigar, provocar feridas, o osso continua a atrofiar (sem estímulo) e é difícil morder alimentos duros com confiança. Para quem usa dentadura, os implantes podem segurá-la (sobredentadura) ou substituí-la por uma prótese fixa (All-on-4).

→ Comparativo: All-on-4 vs implantes unitários · Página dedicada ao All-on-4

ADSE, seguros e financiamento de implantes

Beneficiários da ADSE:

  • Regime convencionado: só existe em clínicas com convenção. O Instituto não tem convenção com a ADSE.
  • Regime livre (é o nosso caso): a ADSE comparticipa o teto da tabela (que é baixo para implantes). O paciente recebe reembolso parcial mediante apresentação de fatura.

Outros subsistemas e seguros de saúde: a clínica não tem convenções nem acordos. Alguns subsistemas e seguros reembolsam parte das despesas: confirme com o seu antes do tratamento. Emitimos fatura com a descrição do tratamento para pedir o reembolso.

Financiamento: para prazos curtos fazemos um plano de pagamento com a clínica; para prazos longos e valores mais altos, trabalhamos com um parceiro externo de financiamento. Discutimos as opções e simulamos com o paciente na consulta de orçamento.

Como escolher uma clínica de implantes em Portugal

Os implantes dentários são uma cirurgia. A escolha da clínica e do cirurgião pesa mais do que a marca do implante. 10 critérios a considerar:

  1. Licença ERS, a Entidade Reguladora da Saúde licencia clínicas. Confirme o número (o Instituto MDSM tem a licença ERS 15621/2018).
  2. Médico-cirurgião identificado, quem coloca os implantes deve ser identificado por nome, com inscrição OMD verificável (no Instituto, Dra. Sara Martins, OMD 11734).
  3. Acesso a imagem 3D, a tomografia (CBCT) usa-se quando a radiografia panorâmica não chega para planear com segurança.
  4. Sedação consciente disponível, fundamental para pacientes ansiosos ou cirurgias longas.
  5. Marca de implantes utilizada, Nobel Biocare, Straumann, MIS, Biotech Dental são marcas com forte casuística. Implantes de marca obscura podem ser difíceis de manter 10 anos depois.
  6. Garantia escrita, sobre o implante e sobre a prótese. Peça por escrito.
  7. Plano de tratamento estruturado, orçamento detalhado, fases identificadas, datas previstas.
  8. Seguimento incluído, consultas pós-operatórias e de manutenção (pelo menos uma vez por ano, e de seis em seis meses quando o risco o justifica).
  9. Avaliações reais, leia as avaliações no Google, e não apenas no site da clínica. As do Instituto são públicas.
  10. Sentir-se confortável, o cirurgião deve responder a todas as suas perguntas sem pressão para «fechar» o tratamento.

Não escolha por preço. Escolha por clareza, equipamento, credenciais e seguimento. Um implante mal feito custa muito mais a longo prazo.

→ Conheça a equipa do Instituto MDSM · Página de Implantologia

Implantes dentários no Instituto Médico e Dentário Dra. Sara Martins, Paços de Ferreira

No Instituto Médico e Dentário Dra. Sara Martins, a implantologia é realizada com avaliação clínica individualizada e planeamento baseado em evidência. Cada caso é discutido internamente com as especialidades relevantes, garantindo uma abordagem integrada, o que faz a diferença em casos mais complexos.

Não fazemos tratamentos desnecessários. Se o implante não for a melhor solução para o seu caso, dizemo-lo e apresentamos alternativas. O objetivo é o seu bem-estar a longo prazo.

Se perdeu um dente ou está a ponderar este tratamento, marque uma consulta de avaliação. Fazemos o diagnóstico, explicamos todas as opções e apresentamos um orçamento detalhado.

Riscos e manutenção

Um implante é uma cirurgia e tem riscos, que se reduzem com boa avaliação e bons cuidados. Os que mais pesam:

  • Peri-implantite: inflamação da gengiva e do osso à volta do implante, que pode levar à sua perda. Num grande estudo, cerca de 1 em cada 7 doentes tinha a forma moderada a grave aos 9 anos.
  • Tabaco: dificulta a cicatrização e aumenta o risco de o implante falhar.
  • Diabetes mal controlada: atrasa a cicatrização; com a diabetes controlada, o risco aproxima-se do de quem não a tem.
  • Medicamentos para os ossos (para a osteoporose ou para o cancro, em comprimido ou injeção): podem afetar a cicatrização do maxilar. Diga-nos se os toma ou já tomou.
  • Radioterapia à cabeça e pescoço: o osso tratado cicatriza pior e o plano exige mais cuidado.

A manutenção faz parte do tratamento: limpeza diária, também entre os dentes, e revisões com higiene profissional pelo menos uma vez por ano.

Fontes

  1. Howe MS, et al. Long-term (10-year) dental implant survival: a systematic review and sensitivity meta-analysis. J Dent. 2019;84:9-21.
  2. Derks J, et al. Effectiveness of implant therapy analyzed in a Swedish population: prevalence of peri-implantitis. J Dent Res. 2016;95(1):43-9.
  3. Chrcanovic BR, et al. Smoking and dental implants: a systematic review and meta-analysis. J Dent. 2015;43(5):487-98.
  4. Wagner J, et al. Systematic review on diabetes mellitus and dental implants: an update. Int J Implant Dent. 2022;8(1):1.
  5. Ruggiero SL, et al. American Association of Oral and Maxillofacial Surgeons' position paper on medication-related osteonecrosis of the jaws - 2022 update. J Oral Maxillofac Surg. 2022;80(5):920-43.

Este artigo tem fins informativos e não substitui uma consulta. Cada caso é avaliado individualmente.

Continuar a ler

Todos os artigos →

Primeiro passo

Não sabe o que agendar?

Explique-nos os seus sintomas ou dúvidas. O Diretor Clínico irá orientá-lo para o melhor primeiro passo.

913 166 782Chamada e WhatsApp

A sua pergunta é lida pelo Diretor Clínico, Dr. Nuno Leal.

Morada
Circunvalação do Alto S. Domingos, n.º 30, R/C, 4590-165 Paços de Ferreira
Horário
Segunda a sexta: 9h00 às 12h00 e 14h00 às 19h00. Sábado: 10h00 às 13h00.
Pagamento
Numerário, Multibanco, MB Way, cartão de crédito e pagamento faseado
Google
5,0 em 67 avaliações
Ligar 913 166 782 WhatsApp

Cookies

Usamos cookies para medir as visitas ao site e os resultados dos anúncios.

Só os ativamos se aceitar. O site funciona todo sem eles. Política de cookies

Medição e anúncios, só se aceitar. Política de cookies